lunes, 19 de septiembre de 2011

Caminhos



Em meio a tantas pessoas na rua eles se viram, que linda que ela estava, como o emocionava vê-la dirigir-se a ele. Ela, não enxergava mais nada, apenas o via e ia ao seu encontro.
Não disseram nada, apenas caminharam juntos por um bom tempo, um do lado do outro, imersos em seus pensamentos, sentindo somente a certeza do outro ao seu lado. 
Ela, imaginava tudo o que poderia viver com ele. O passeio de mãos dadas, o beijo roubado, a primeira briga, o pedido de desculpas, o abraço, o beijo nos olhos, o carinho... suas histórias, seus sonhos, seus medos, seu silêncio... E quando o tempo passasse se emocionaria por sabê-lo tanto, por já reconhecer cada gesto seu, cada história contada e recontada sempre de uma maneira diferente, por saber como ele afagaria seu cabelo e mesmo que ele não afaguesse, ela já o sentiria e por estremecer cada vez que ele lhe olhasse com a mesma ternura do primeiro dia. 
Ele, imaginava que lindo seria compartilhar a vida com ela, que tão terno seria poder deitar a cabeça em seu colo e entregar-se sem reservas a este imenso amor... Não saber-se mais sem ela. Não saber-se mais sem o seu sorriso, sem o seu olhar, sem o seu amor... Assim, totalmente imersos em seus sonhos, seguiram caminhando...
Chegando na esquina,voltaram de seus pensamentos, seus sonhos, se olharam, sorriram e por não acreditarem no único que era real, seguiram seus sonhos sós, cada um com seu medo seguiu adiante. Ela, desceu as escadas do metrô e ele, atravessou a rua sem olhar para trás. Assim acreditaram viver o Real...

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